
A morte do assassino
O punhal que fere seu corpo, reluzindo
Qual prata arrancada de carne necrosada,
Reflete os mil semblantes da morte estampada
No aço dilacerante, no sangue fluindo.
Gritos, murmúrios, confundem-se com sorrisos,
Com o som do metal tilintando no chão.
A foice negra, no clamor da escuridão,
Suspende-se no espaço, dando os seus avisos.
Fúria convertida em ríspidas cicatrizes...
Ó morte prematura, desgraça voraz,
Assassina o tempo daquele que te faz
Tão viva de cores, tão cheia de matizes?
Pobre de alma! Jaz no concreto suburbano,
Velado por animais de reles espécies,
Que rezam, e rezam, e cantam suas preces,
E seus louvores. Ó maldito ser humano!
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