abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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A morte do assassino


O punhal que fere seu corpo, reluzindo 
Qual prata arrancada de carne necrosada, 
Reflete os mil semblantes da morte estampada 
No aço dilacerante, no sangue fluindo. 
 
Gritos, murmúrios, confundem-se com sorrisos, 
Com o som do metal tilintando no chão. 
A foice negra, no clamor da escuridão, 
Suspende-se no espaço, dando os seus avisos. 
 
Fúria convertida em ríspidas cicatrizes... 
Ó morte prematura, desgraça voraz, 
Assassina o tempo daquele que te faz 
Tão viva de cores, tão cheia de matizes? 
 
Pobre de alma! Jaz no concreto suburbano, 
Velado por animais de reles espécies, 
Que rezam, e rezam, e cantam suas preces, 
E seus louvores. Ó maldito ser humano! 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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