abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 3.4
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Mármore


Escrevo sobre rochas, e sobras de rochas; 
Nas tumbas em ruínas, nas próprias ruínas 
Dos templos dedicados às coisas divinas, 
Às coisas sagradas, às fogueiras, às tochas. 
 
Transpiro todo o suor, sinto todo o odor 
Que penetra nas narinas mudas, gritante, 
E nos lábios cegos reflete fulgurante 
Toda a luz dos espasmos que levam à dor. 
 
Traduzo cada sentimento de tristeza 
De pena ou compaixão, tédio e desventura; 
Traço todos os gestos da brutal loucura, 
Todos os temores da pungente certeza. 
 
Transcrevo para a pedra de singular forma 
Os gritos e expressões da face doentia, 
Da jovem beleza irradiando alegria; 
Desgraça escorrendo na boca que informa. 
 
E mesmo que a angústia aqui enaltecida 
Cause aflição aos tolos, tal como às moscas, 
Tornarei a escrever sobre essas formas toscas 
Para me lembrar das asperezas da vida. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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