abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
Capa  ::   Ao leitor  ::   Sobre o autor  ::   Como comprar o livro

Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

A A A


Nota: 1.6
(17 votos)

Ser poeta


Náufrago desolado em mares causticantes, 
À deriva, aflito ao ver singrar pelas vagas 
Um povo de seres ignóbeis, rastejantes 
Indo sem rumo, seguindo direções vagas. 
 
Pássaro atônito no solo que blasfema; 
Hirto, fragmentado em parvos elogios: 
"Que lindo! Que belo! Que natural emblema!" 
Surdo, diante desses gritos fugidios. 
 
Morto, decapitado entre ossadas e moscas, 
Indistinguível, invisível a olhos tortos... 
Vejo-o bem, apesar dessas imagens toscas, 
Das distorções. Vejo-o! Com os olhos absortos. 
 
Decifro-o, construo obras de ser e não ser, 
Mosaicos de existência, quadros da alma etérea. 
Um espelho sombrio reflete meu viver... 
Vejo-me, escondo-me, entre jóias e miséria. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
Comentários

barbara :: 25 Out 2010, 14:48

É realmente muito lindo, eu penso que nunca vi poemas tao lindos, mais eu gosto de esconder os meus, eles sao o meu eu.


*Nome:
Email:
Avise-me sobre novos comentários nesta página
Oculte meu email
*Texto:

Digite o número que aparece na imagem ao lado.
 


Creative Commons License Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Brazil. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Abílio Mateus Jr.). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


#!/bin/bash powered!