abiliomateus.net :: Danças da Escuridão — Leia outros poemas do poeta Abílio Mateus Jr. no site entre sombras.
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Prólogo - A aurora
Dia de chuva
Fuga
Diurnos
Miserabile vita
Inspiração
Deuses metálicos
Ventos e raios
A morte do poeta
A queda
O fantasma
Subterrâneo
Allegro
Os viajantes
O campesino
O Tédio
Ébrio
A morte do assassino
Incenso
Brandemburgo
O medo do solitário
Últimas palavras
A chave
Dualismo
O escritor condenado
Anjo decadente
Danças

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Nota: 2.6
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Tarde


Ah! é tarde. Todos os sonos santos 
Em choros vãos, despertam... Piedade! 
Rogo aos braços teus, meus gentis recantos, 
Solenes leitos da Tranquilidade. 
 
Adormecem as cítaras noturnas... 
Lampejos abruptos, incandescentes, 
Entusiasmam as nuvens soturnas, 
Iludem os pesadelos recentes. 
 
No amanhecer ingrato, a criação 
Desespera-se; o pranto se detém; 
O sono perdura qual vil paixão, 
Venenoso amor das trevas, do além. 
 
Sonolento, desmaio nos teus braços, 
Sofro de loucuras aconchegantes 
Que aliviam os desejos escassos 
E atormentam as lembranças distantes. 


Em paz
A velha
Mármore
Pântano
Gritos da miséria
A cega
Suicidas
Saltimbanco
Sobrenatural
Poética das águas
A mortalha
Uma dança
Céu rubro
A carne
Transeunte
Ser poeta
De Profundis...
Vício
Tarde
Soturno
Angústia noturna
Noctívago
O poeta e o doente
Carpe diem
Hora sagrada
Alucinação ou falsa liberdade
Epílogo - O crepúsculo
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