poemas avulsos ofertas da casa idéias ao vento dejetos ao esgoto lixo aos nossos olhos desterros da alma asas de mariposa lágrimas de virgens sorrisos decadentes poemas entre sombras palavras aos montes de estrume e fel doenças radiantes felicidades esparsas cruzes num campo ossos na areia resquícios de gente restos de artilharia cadáveres de sombras poemas dispersos gritos de prazer orgias artísticas cenas de novela em novelos desfiados sono acordado sonho cabeças desfeitas gravatas e cordas lábios e foices lúcidas imagens poemas avulsos
Aquele mar já não é mais o mesmo...
Ondas desnudas despertam na areia,
A lua, ao longe, estende sua teia,
Enquanto divago e caminho, a esmo.
A imensidão da orla predestinada,
Furta olhos concentrados no horizonte,
Na linha que passa o último monte
Antes do oco abismo da madrugada.
Eis que fico com minhas doces águas,
Ouvindo os lampejos do mar de outrora.
Tudo era calmo, sem cruzes ou mágoas;
Tudo era o remanso da tenra aurora,
O silêncio apaziguante do dia,
A alva luz, que já não me contagia.
© 2008-2012 Abílio Mateus Jr. — todos os direitos reservados
28 de Junho de 2009 às 15:25:06 -0400. Hits: 198
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